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Inquérito da Associação de Combate à Precariedade a investigadores reúne mil respostas em 48h

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A Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis lançou um inquérito dirigido a quem realiza trabalho de investigação que visa ajudar a “construir um quadro da realidade da Ciência em Portugal, combatendo as afirmações demagógicas de Passos Coelho, Nuno Crato e Miguel Seabra e Leonor Parreira sobre as carreiras científicas no país”. Em 48h foram reunidas mais de mil respostas.

“Há 48 horas o Grupo de Bolseiros da Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis lançou um inquérito dirigido a quem realiza trabalho de investigação ou presta apoio a esse trabalho, que já teve mais de 1000 respostas. Este inquérito está incluído no Roteiro contra a Precariedade na Investigação Científica, lançado no dia 5 de fevereiro”, avança a Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis (ACP-PI) no seu site.

O documento pretende dar a conhecer “a dimensão da precariedade de quem faz a Ciência e a tecnologia avançar e colmatar o desinteresse dos quais Nuno Crato e Miguel Seabra se alimentam para destruir a estrutura científica em Portugal”, sendo que o número de respostas obtido até ao momento é, segundo refere a ACP-PI, “extraordinário e prova que a comunidade científica quer que se saiba a verdadeira situação da investigação e se sente acossada pela propaganda lançada pelo Governo nas últimas semanas”.

Mediante uma análise preliminar dos resultados obtidos até ao momento, verifica-se que “a maioria das pessoas que trabalham em investigação têm um vínculo precário, muitas pensam emigrar e há uma relação inequívoca entre a precariedade do vínculo laboral e a vontade de emigrar”.

Hugo Evangelista, do grupo de Bolseiros da ACP/PI, frisou, em declarações ao jornal Público, a importância dos dados recolhidos neste inquérito, já que os mesmos permitem “desconstruir esta ideia demagógica do Governo de que é difícil medir a fuga de cérebros, mostrando que o desinvestimento em ciência tem um impacto muito sério”.

No âmbito do Roteiro contra a Precariedade na Investigação Científica, a ACP-PI irá lançar ainda, para a semana, um inquérito às instituições, no qual procurará obter informações sobre o financiamento disponível, os projetos aprovados e os constrangimentos existentes, entre outros. Serão ainda promovidas reuniões com representantes de várias instituições, tendo tido já lugar um encontro com Jorge Vala, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Nos últimos dias, muitos grupos de bolseiros e investigadores de várias instituições têm promovido reuniões espontâneas para delinear formas de luta contra o notório desinvestimento a que tem sido condenada a Ciência em Portugal. Esta semana realizaram-se, por exemplo, encontros entre investigadores da Faculdade de Letras e do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

Para este sábado, dia 15 de fevereiro, estão agendadas três flash mobs às 15h em Braga, na Praça da República, no Porto, na Praça dos Leões, e em Lisboa, no Largo de Camões. As concentrações espontâneas estão a ser dinamizadas no facebook pelo grupo Sem Ciência o Mundo Pára.

esquerda.net

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