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BCP falha teste de stress do BCE

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Dos 130 bancos europeus submetidos à prova, 25 falharam e foram detetadas necessidades totais de reforço de capital de 25 mil milhões de euros. Recorde-se que testes de stress anteriores não descobriram qualquer problema no BES. Presidente do BCP garante que se o teste tivesse sido feito agora, o resultado seria diferente.

O BCP foi o único dos três bancos portugueses que chumbou no cenário mais adverso dos testes de stress conduzidos pelo Banco Central Europeu e pela Autoridade Bancária Europeia. Os outros bancos portugueses que fizeram o teste foram a CGD e o BPI, e tiveram nota positiva.

«No cenário adverso do teste de esforço, de improvável ocorrência, o rácio CET1 [Common Equity Tier 1] projetado para o Banco Comercial Português [BCP] para dezembro de 2016 fica aquém do valor de referência de 5,5%, tendo já a instituição identificado um conjunto de medidas para cobrir integralmente a diferença apurada», afirmou o Banco de Portugal em comunicado.

25 bancos europeus reprovados

Os testes de stress e a avaliação à qualidade dos ativos de 130 bancos europeus detetaram necessidades totais de reforço de capital de 25 mil milhões de euros em 25 bancos que falharam a prova.

Os testes de stress e a avaliação à qualidade dos ativos de 130 bancos europeus detetaram necessidades totais de reforço de capital de 25 mil milhões de euros em 25 bancos que falharam a prova.

De acordo com o BCE, dos 25 bancos que apresentaram um rácio de “common equity tier 1” (CET1, nível de fundos próprios ponderados pelo risco dos ativos) abaixo dos 5,5% – estabelecidos como limite mínimo para reagir ao embate de um cenário adverso – 12 já terão conseguido suprimir as falhas detetadas até Setembro de 2014 (os testes referem-se ao final de dezembro de 2013).

Entre os bancos europeus com maiores necessidades de capital detetadas estão o italiano Monte Paschi (precisa de 2,1 mil milhões de euros) e o grego Eurobank (1,76 mil milhões de euros).

Os bancos italianos estão na linha da frente das maiores necessidades de injeção – nove em 15 bancos analisados falharam o rácio para 2016, com necessidades de 12 mil milhões de euros – seguidos dos gregos (7,6 mil milhões) e dos alemães (6,7 mil milhões), de acordo com o relatório.

Recorde-se que em 2013 realizaram-se testes de stress de características semelhantes que não serviram para alertar sobre a situação precária de alguns bancos, nomeadamente o Banco Espírito Santo.

BCP diz que não vai precisar de fazer um aumento de capital

O presidente do Banco Comercial Português (BCP), Nuno Amado, disse que a entidade não vai precisar de fazer um aumento de capital ou vender ativos mesmo tendo chumbado no cenário mais adverso dos testes de stress hoje revelados.

«Não vai ser necessário fazer qualquer aumento de capital nem vai ser necessário fazer qualquer venda forçada de um ativo estratégico. Hoje estamos muito melhor preparados do que estávamos no passado, estamos mais sólidos, mais fortes para apoiar a economia portuguesa e a economia dos países onde temos uma presença forte», disse o banqueiro.

Nuno Amado sublinhou que o banco passaria nos testes de stress do BCE se os mesmos fossem feitos tendo em conta os dados atuais e não os de dezembro de 2013.

«Se o exercício fosse feito agora, com base na evolução muito positiva que o banco fez, com base nas decisões que já tomámos em 2014 também, o resultado seria diferente e já estaríamos alinhados com o valor de referência definido pelo BCE», disse o presidente do BCP.

esquerda.net

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