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Lucros do Santander disparam com entrega do Banif

A entrega do Banif ao Santander foi mesmo muito lucrativa para o banco espanhol, provam os dados do terceiro trimestre. O Novo Banco continua a acumular prejuízos, acompanhados de brutais reduções de pessoal.

Os dados do terceiro trimestre confirmam o que já era visível: o Santander Totta fez disparar os seus lucros após a integração do Banif na sucursal portuguesa do banco espanhol. O crescimento dos lucros quase paga o valor pelo qual foi vendido o banco que foi alvo de um processo de resolução em Dezembro de 2015.

No total foram 304 milhões de euros em lucros reportados pelo Santander Totta nos primeiros nove meses de 2016, mais 123 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. Praticamente o mesmo que pagou pelo Banif – 150 milhões de euros.

Um valor que supera em muito o acréscimo em despesas com pessoal, que se ficou pelos 18,5% (mais 40 milhões de euros). Esta verba é substancialmente inferior ao que o Banif registou em despesas com pessoal no mesmo período de 2015, 73,4 milhões de euros.

Também o Novo Banco, fruto do processo de resolução do Banco Espírito Santo (BES), apresenta uma redução muito substancial nas suas despesas com pessoal: foram menos 72,3 milhões de euros nos primeiro nove meses do ano. Apesar da redução muito acentuada do quadro de pessoal do banco, as melhorias nos resultados do Novo Banco foram residuais: menos 41,9 milhões de euros de prejuízo, que ainda assim ficou em 369,4 milhões de euros.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Novo Banco, a 31 de Setembro de 2016 haviam menos 2557 trabalhadores na instituição bancária em relação à data da sua criação, a 4 de Agosto de 2014, com a falência e resolução do BES.

O BPI apresentou resultados positivos, com a participação de controlo no Banco de Fomento de Angola a ser decisiva. Caso se confirme a alienação de 2% do capital do banco angolano, o BPI pode fechar o ano com resultados negativos. Já o BCP justifica a passagem de lucros de 264,5 milhões de euros nos primeiros três trimestres de 2015 para prejuízos de 251,1 milhões de euros este ano com a redução nas mais-valias com a dívida pública portuguesa.

Empresas não financeiras mantêm lucros
Os resultados de 15 das maiores empresas portuguesas não financeiras nos primeiros nove meses de 2016 mostram um ligeiro crescimento nos lucros, chegando perto dos 2 mil milhões de euros.

Apesar de continuar a ser a empresa mais lucrativa das cotadas em bolsa, a EDP viu os seus lucros diminuir em relação a 2015. Mas a verdade é que a energética portuguesa lucrou 794 milhões de euros, face aos 976 milhões verificados em 2015. Por seu lado, a sua participada EDP Renováveis manteve os lucros ligeiramente acima dos 60 milhões de euros.

Logo a seguir surge a Jerónimo Martins, dona das cadeias de retalho Pingo Doce e Recheio, que duplica os lucros – de 252 milhões para 502 milhões de euros. Apesar do crescimento de quase 100% nos lucros, a evolução dos impostos pagos pela empresa ficou-se pelos 3,6%. À excepção das empresas do grupo Sonae, a Jerónimo Martins é a empresa cujos impostos pagos menos pesam nos seus resultados (14,63%).

Uma situação idêntica à da Navigator (ex-Portucel), em que o valor declarado em impostos sobre o rendimento é de 27 milhões de euros, apesar dos lucros ascenderem a 134 milhões.

http://www.abrilabril.pt

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