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«Fora Temer» e «diretas já» sobem de tom

À divulgação, ontem, de graves denúncias contra Michel Temer seguiram-se pedidos de renúncia, anúncios de mobilizações em defesa de eleições «directas» e pedidos de destituição formal (impeachment).

O presidente ilegítimo do Brasil, Michel Temer, disse aos congressistas ser «vítima de uma conspiração», depois de ontem terem vindo a público gravações, realizadas pelos donos da empresa JBS, Joesley e Wesley Batista, em que Temer autoriza a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-líder da Câmara dos Deputados, condenado por corrupção no âmbito do processo Lava-Jato e que teve um papel destacado na destituição de Dilma Rousseff.

A divulgação da denúncia, ontem à noite, pelo jornal O Globo teve um impacto imediato nos meios políticos e na sociedade brasileira. Até ao momento, já foram registados na Câmara dos Deputados três pedidos de impeachment (destituição) do presidente brasileiro, acusando-o do «crime de responsabilidade», revela o Brasil de Fato.

Isto, num contexto em que o já ex-senador Aécio Neves (Partido da Social Democracia Brasileira), que enfrentou Dilma nas últimas eleições presidenciais, foi também acusado pelo empresário Joesley Batista de ter lhe ter exigido o pagamento de 2 milhões de reais. O episódio, filmado pela Polícia Federal, levou a que a Procuradoria-Geral pedisse a sua prisão, o que ainda não se verificou.

Saída de Temer e «diretas já!»

As frentes Brasil Popular e Brasil Sem Medo estão a organizar, entre hoje e o próximo domingo, 21, actos em todo o país para exigir a saída de Temer e eleições directas.

Numa nota conjunta, estas duas frentes, que têm tido um papel importante na dinamização da luta contra o golpe, afirmam que «o presidente ilegítimo Michel Temer não tem nenhuma condição de continuar na presidência da República» e que só o voto popular pode resolver essa imensa crise política, resgatar a democracia e credibilidade na principal instituição brasileira. Qualquer outra saída será golpe dentro do próprio golpe», lê-se no Portal Vermelho.

Numa nota emitida ontem, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) pronuncia-se no mesmo sentido. «O governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo», afirma.

E acrescenta: «A única forma de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e de devolver a esperança ao nosso povo é realização de eleições diretas. A palavra precisa ser dada à população para que ela, de forma livre e soberana, aponte os rumos que o Brasil deve tomar.»

abrilabril

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