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A adesão global à greve supera os 80%

A Frente Comum estimou que, pelas 12h, a adesão à greve nacional da Administração Pública era de «mais de 80% a nível global» em todo o País. São vários os exemplos de adesões a 100% em hospitais, escolas e serviços das autarquias.

«Em termos globais, podemos dizer que a greve atinge mais de 80%», declarou a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, que falava aos jornalistas na sede deste organismo, em Lisboa.

A dirigente sindical avançou que, «na Saúde, confirma-se a adesão nos serviços, desde o norte até ao sul, das urgências em quase todos a 100%, só com os mínimos», acrescentando que «em alguns hospitais está a ser feita uma enorme pressão sobre os médicos, nomeadamente para fazerem as consultas sem os trabalhadores auxiliares, administrativos, ou sem enfermeiros ou técnicos, o que é de lamentar».

No que diz respeito à Educação, Ana Avoila afirmou que «há centenas e centenas de escolas fechadas por esse País fora», acrescentando que, nos sectores da Educação e da Saúde, a adesão é «superior a 90%».

Também outros sectores, como os «centros educativos de reinserção social, só estão a funcionar nos mínimos», e na cultura também se sentem os efeitos da greve, de que são exemplo «o Mosteiro dos Jerónimos encerrado e a Torre de Belém só com dois trabalhadores e um segurança».

Quanto à àrea da Justiça, segundo Ana Avoila, «há conservatórias fechadas a 100%. Nos tribunais, uns estão a funcionar a 75% e outros encerrados». Acrescentou ainda que a ASAE está «com uma fortíssima adesão e a Inspecção das Pescas está com 75%» de adesão.

Na Administração Local, a maioria das câmaras está encerradas, refere a dirigente, destacando «recolhas de lixo a 100%». Ana Avoila conclui dizendo que «isto confirma que a adesão à greve dos sectores que lidam directamente com as populações, com o público, com os utentes, foi elevadíssima».

Por seu lado, a Fenprof informou que a greve de professores e funcionários escolares obrigou ao encerramento de 90% das escolas de todo o País, sendo já considerada «a maior greve de professores desde 2013».

Aumentos salariais e descongelamento das carreiras

Os trabalhadores da Administração Pública estão esta sexta-feira em greve, uma vez que consideram que o Orçamento do Estado para 2018 fica aquém das reivindicações apresentadas.

Entre as principais exigências, estão os aumentos salariais e o descongelamento da progressão nas carreiras. Segundo o comunicado da Frente Comum, os trabalhadores «não têm qualquer aumento desde 2009» e «a esmagadora maioria dos trabalhadores não teve alteração da posição remuneratória desde 2005», para além de que as pensões mínimas «tiveram aumentos pouco significativos» e «as pensões superiores a 628,83 continuam congeladas desde 2010».

A Frente Comum afirma que os trabalhadores da Administração Pública «recusam continuar a ser os alvos escolhidos para pagar os juros milionários das parcerias público-privadas e das imposições da troika», lembrando «que o Governo antecipa o pagamento dos juros da dívida no valor de 8 mil milhões de euros» enquanto «os problemas dos trabalhadores mantêm-se».

Os trabalhadores estão em luta «pelo aumento do salário de 4%, com o mínimo de 60 euros por trabalhador, e pelo aumento das pensões». Exigem ainda as 35 horas para todos os trabalhadores que exercem funções públicas.

O descongelamento das progressões nas carreiras, para todos e ao mesmo tempo, é outra das reivindicações dos trabalhadores, que lutam ainda contra a municipalização das funções sociais do Estado e por um verdadeiro processo de regionalização. O fim da precariedade e a contratação de mais pessoal são outras exigências.

Para além da administração central e local, vários sectores estão em greve neste dia, como é o caso dos professores, enfermeiros ou civis das forças armadas, também em luta pelas suas reivindicações específicas.

abrilabril

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