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Governo prevê encerrar seis hospitais no centro de Lisboa

O vereador da Saúde, Ricardo Robles, diz que manter hospitais abertos seria «decisão errada».

O encerramento de seis unidades hospitalares em Lisboa, com a construção do Hospital de Lisboa Oriental em regime de PPP, foi rejeitado pelo PCP com uma moção na Câmara capital. O documento foi chumbado, com votos contra dos vereadores do PS, do CDS-PP e do PSD, e a abstenção do BE, que tem o pelouro da Saúde.

O lançamento da parceria público-privado (PPP) para construção do Hospital de Lisboa Oriental (HLO) consta da resolução do Conselho de Ministros publicada na passada terça-feira, em Diário da República. No documento, é explicitada a intenção de que a nova unidade hospitalar venha a substituir os seis hospitais que integram o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) – Curry Cabral, D. Estefânia, São José, Santa Marta, Capuchos e Maternidade Alfredo da Costa.

Na reunião semanal da Câmara Municipal de Lisboa, no dia seguinte, os vereadores do PCP apresentaram uma moção que rejeitava este encerramento. Os vereadores comunistas sustentam que o novo HLO vai ter «menos camas, menos blocos operatórios, menos médicos e outros funcionários do que a soma dos seis» que actualmente integram o CHLC.

A isto, acresce o próprio regime de PPP que vai vigorar para a construção da unidade, assim como para a gestão do próprio edifício. De acordo com a decisão do Governo, a entidade que vier a ganhar o concurso público internacional vai encaixar mais de 415 milhões de euros com o negócio. O Estado vai começar a desembolsar as verbas a partir de 2023 e, até 2049, são previstos pagamentos médios anuais superiores a 15 milhões de euros, a preços correntes de Abril deste ano.

A moção, que rejeitava o encerramento dos seis hospitais do CHLC, foi chumbada, com os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS, CDS-PP e PSD, e a abstenção do vereador do BE, que assinou recentemente um acordo com o PS e assumiu pelouros na autarquia lisboeta.

No momento da entrega das listas do BE às autarquias da cidade, em Agosto, o actual vereador da Saúde, Ricardo Robles, revelou «uma preocupação muito grande» com a perspectiva de «avançar para um novo hospital, encerrando outros e reduzindo o número de camas». Na altura, a candidatura do BE defendia uma «discussão ampla, de debate público», logo no início do actual mandato autárquico.

Esta quarta-feira, através da sua página no facebook, Robles afirmou que manter os seis hospitais em funcionamento após a construção do HLO seria uma «decisão errada», já que «devemos repensar o funcionamento dos antigos espaços».

abriabril

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