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Ato em SP reafirma pressão contra Reforma da Previdência

Manifestantes ocuparam Av. Paulista e vias de 25 estados; “Se colocar para votar, o Brasil vai parar”, reforçam Centrais Sindicais.

Na avenida Paulista, em São Paulo, e em diversas vias de todo o país, por 25 estados, trabalhadores e trabalhadoras, organizações sociais e lideranças se reuniram para deixar claro que o povo brasileiro não vai aceitar o desmonte golpista que quer dar fim ao direito à aposentadoria. O recado é claro: “Se marcar a votação, o Brasil vai parar!”

Na terça-feira (5), as ações foram realizadas de forma conjunta pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Intersindical, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), entre outras organizações, com o intuito de ampliar a pressão sobre os parlamentares e evitar a votação do projeto da Reforma Previdenciária, previsto para ocorrer no próximo dia 13.

“Nós temos como resolução do movimento que, no dia que os golpistas botarem para votar a Reforma da Previdência, parar o Brasil de norte a sul e leste a oeste”, afirmou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas. “Vamos parar o País contra a Reforma da Previdência e em defesa do direito dos trabalhadores e trabalhadoras”, acrescentou.

O que motivou as centrais a convocar o ato foi a iminência do texto da Reforma Previdenciária ser levado à votação na Câmara Federal ainda no dia 13. A ideia anterior das centrais era convocar uma greve geral, uma vez que as informações iniciais apontavam para votação da proposta já no dia 6.

O governo e a base governista no Legislativo, no entanto, recuaram da decisão com receio de não conseguir os 308 votos necessários para aprovação do texto.

“Era para os golpistas votarem a reforma no dia 6, mas nós derrotamos eles. Eles não colocaram para votar por uma simples razão: eles não têm votos (suficientes para aprovar a proposta). Agora, estão construindo a votação para o dia 13. Mas se colocarem para votar, nós vamos cumprir a nossa promessa e vamos parar o Brasil”, reiterou o presidente da CUT.

As lideranças dos movimentos sociais também reforçaram a necessidade de refrear a votação da reforma da Previdência. A proposta dos golpistas tenta impor retrocessos, como ampliação da idade mínima para aposentadoria, fim da aposentadoria por idade e redução em 25% do benefício dos trabalhadores e trabalhadoras que aposentarem pelo tempo mínimo de contribuição, de 15 anos.

“Nós precisamos parar o Pais (caso a votação seja agendada)”, afirma o coordenador do MST, Gilmar Mauro. “Parte dos movimentos sem-terra e sem teto parar estradas, rodovias, prédios públicos, mas principalmente é preciso que haja greve”, reforçou.

“Não é uma categoria em específico que está sendo atingida, é o povo brasileiro, é o patrimônio do povo brasileiro que está sendo destruído. Por isso, é hora de luta, é hora de mobilização e de tentar barrar isso, e acho que a gente consegue se parar o Brasil”.

O líder do MTST, Guilherme Boulos, endossou o coro da necessidade de greve se a proposta entrar na pauta da Câmara Federal.  “Se tentarem aprovar, a única saída e parar o Brasil”, disse.

“A reforma da previdência é um acinte, um ataque ao direito da maioria dos trabalhadores do Brasil. É uma tentativa de destruir a previdência pública e fortalecer os fundos de previdência privada”, alertou Boulos.

Se aprovada, Reforma vai prejudicar população de todas as idades
A proposta de Reforma da Previdência que o governo golpista de Michel Temer tenta aprovar na Câmara vai prejudicar trabalhadores e trabalhadoras de todas as faixa-etárias.

Quem começou a contribuir agora vai ter que trabalhar por mais tempo para atingir a idade mínima para se aposentar, já os trabalhadores e trabalhadoras que estão prestes a conquistar o benefício terão que pagar uma espécie de pedágio de 30% em cima do tempo de serviço restante, caso a proposta entre em vigor.

É o caso do operador de máquina Bartolomeu Barbosa, que irá se aposentar em dois anos caso a reforma não seja aprovada. “Faltam dois anos para eu me aposentar, mas estou preocupado. O Temer quer fazer esse desmonte e daí eu estou ‘na roça’”, conta.

“A gente chega próximo ao tempo, mas daí (com essa proposta) o tempo nunca chega, e quando chegar nós do chão de fábrica já estaremos com um monte de problema, como bursite, artrose, daí não tem como”.

Morador do Jardim Ângela, bairro no extremo sul de São Paulo onde a expectativa de vida é de 55,7 anos, o videomaker Wellington de Oliveira demonstrou preocupação quanto ao futuro.

“Aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, para uma população que nem chega aos 60 anos de vida (como no Jardim Ângela), significa na prática que você vai trabalhar e nunca irá se aposentar. Por isso a aposentadoria para mim hoje, com tudo isso que está sendo passado, é uma grande utopia, que eu nunca vou alcançar”, afirmou.

Ele também falou sobre o impacto da reforma sobre o desemprego. “A reforma é um grande retrocesso de anos. Significa que a juventude vai demorar muito mais tempo para entrar no mercado de trabalho porque as pessoas vão demorar muito mais tempo para sair, e isso vai diminuir o número de empregos”.

Entre os principais retrocessos da reforma previdenciária, estão o aumento da idade mínima para aposentadoria, de 60 anos para 65 (homem) e de 55 para 62 anos (mulher); o fim da aposentadoria por tempo de contribuição à Previdência Social, hoje de 35 anos para homens e 30 anos para as mulheres; além do aumento de 30 para 40 anos de contribuição para aposentadoria com 100% do salário.

Por Jotapê Munhoz, da Agência PT de Notícias

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