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Trabalhadores das lojas EDP em greve

Os trabalhadores das lojas EDP realizam esta segunda-feira uma greve nacional de 24 horas. Exigem ser integrados efectivamente nos quadros da empresa, pondo fim ao recurso a empresas prestadoras de serviços, e o aumento geral dos salários, que rondam o salário mínimo.

A paralisação de hoje foi convocada pelo Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN), dando expressão às reivindicações dos trabalhadores, que na sexta-feira também estiveram em greve, tendo a adesão rondado o «quase total».

Em declarações ao AbrilAbril, Manuel José, técnico do SIESI, afirmou que em causa está a situação de precariedade de muitos dos trabalhadores das lojas, pois a «EDP tomou o hábito de recorrer a empresas de trabalho temporário (Manpower, Contacto, Egor) para preencher estes postos».

Segundo o técnico, os antigos trabalhadores que faziam parte dos quadros da empresa foram sendo substítuidos gradualmente por outros, recorrendo a EDP às empresas prestadoras de serviços, através de contratos precários.

Os novos trabalhadores, sobretudo jovens, não têm os mesmos direitos e auferem, na maior parte, o salário mínimo ou pouco abaixo deste (contratos de 7 horas e 45 minutos), variando conforme a empresa de serviços para que trabalham.

No entanto, afirma Manuel José, desempenham as mesmas tarefas que os anteriores, dão a cara pela empresa e ocupam efectivamente postos de trabalho permanentes. Por isso, diz, é necessário que sejam integrados efectivamente nos quadros da EDP, pois esta tem todas as condições para o fazer.

A EDP registou lucros de 1,113 mil milhões de euros em 2017, enquanto no ano anterior tinham sido de 961 milhões, que já tinha sido melhor resultado de 2011.

abrilabril

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