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Em Brasília, acampamento Lula livre tem mais de 400 pessoas

Mobilizações denunciam irregularidades da Operação Lava Jato e.

Na semana em que o Supremo Tribunal Federal deve julgar liminar na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) de Constitucionalidade sobre o cumprimento de pena por pessoas condenadas em segunda instância, o acampamento Lula livre em Brasília mantém-se mobilizado e firme em sua luta contra prisão política de Lula e a denúncia do desvio de função do Judiciário Brasileiro.

A concessão do pedido poderia beneficiar Lula, condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex no Guarujá (SP) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal. A pressão midiática sobre o Tribunal torna-se cada dia mais clara, e é essencial a mobilização popular para dialogar com os ministros e mostrar a vontade soberana do povo de ver Lula livre. Na noite de sábado (14), a presidenta nacional do PT, senadora  Gleisi Hoffmann, convocou a militância a enviar cartas para a ministra Cámen Lúcia manifestando-se a respeito da ADC.

Em seu quinto dia de atividades, o Acampamento Lula Livre em Brasília iniciou o sábado com uma mesa sobre a judicialização da política, com Antônio Escrivão e Luciana Pivatti. Em seguida, Beto Almeida e Rafael Villas Boas debateram o papel da mídia no Golpe.

Com aproximadamente 400 pessoas vindas de estados como Goiás, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo e Bahia, o acampamento debateu o processo da Operação Lava Jato. Segundo Escrivão, advogado popular, a Constituição, em seu primeiro artigo, fala de Poder Popular. “O Judiciário está submetido a esta norma, o poder do juiz não é maior do que o Poder Popular”, afirma o advogado.

A segunda mesa do dia tratou de analisar o papel da mídia no processo do Golpe. Beto Almeida e Rafael Villas Boas apresentaram uma síntese histórica da atuação dos meios de comunicação no Brasil. De acordo com Beto Almeida, é necessário organizarmos a mídia popular, de modo a não aceitar a cobertura falsa que a mídia comercial faz da prisão do Lula. “A Rede Globo tem uma programação anticivilizatória que se fortalece com o Golpe”, ressalta o jornalista.

Villas Boas analisa que no Brasil há um acúmulo de poder, que famílias oligárquicas adquiriram ilegalmente, concentrando a terra, os meios de comunicação e o controle do judiciário, legislativo e executivo. “Temos que gerar um curto-circuito na afirmação da mídia burguesa de que a ação popular não vale. Nossa tarefa é informar, formar e organizar a classe trabalhadora”, afirma.

Em cartas escritas ao longo do dia, frases de força e resistência foram endereçadas ao ex-presidente: “A prisão política de Lula é o símbolo da ameaça aos trabalhadores do Brasil”; “Obrigado por ser nossa figura de revolução”; “Queremos você ao nosso lado nas ruas logo!”, liam-se nos textos enviados.

Ao longo de dois dias, a militância teve ainda oficinas com Alexandre Pilatti, professor da  UnB, e Augusto Juncal, militante do MST, terminando coma  a escrita de centenas de cartas. Agora estas mensagens serão enviadas ao Presidente Lula, em Curitiba, PR.

Neste domingo (15), iniciando o sexto dia, a Assembleia das Mulheres e a Assembleia da Juventude debaterão o protagonismo das companheiras e de jovens na luta em defesa da Democracia e do Presidente Lula. Pela tarde, ocorrerá a oficina de CulturaPopular, com contações de história, músicas tradicionais, etc.

Em seguida, o Coletivo Terra em Cena realizará um ensaio aberto da peça “O Trabalho Doméstico e a Operário”. A peça foi montada pela primeira vez pelo Coletivo Blusa Azul, durante a Revolução Russa. Pela noite, haverá exibição de capítulos da web série sobre o filme “O Povo Pode”, de Max Alvim. O produtor do filme, Mauro di Deus, estará no Acampamento e participará de debate sobre o projeto.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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