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Moro se recusa a julgar corrupção no governo tucano no Paraná

Sob alegação de estar sobrecarregado mesmo sem receber nenhum caso desde 2015, magistrado dá mais uma prova de que Operação Lava Jato nunca foi isenta.

A cada nova manifestação pública fica claro que o juiz Sérgio Moro não se preocupa muito com a isenção esperada de um magistrado. Na segunda-feira (11), Moro abriu mão de julgar processos sobre suposto esquema de corrupção do governo tucano de Beto Richa no Paraná, alegando estar “sobrecarregado com outros casos”. Por outro lado, a perseguição jurídica do juiz paranaense contra Lula, atuando muitas vezes ao arrepio da lei, tem causado indignação em juristas renomados do mundo todo,

A decisão do magistrado não chega a causar espanto:  Moro tornou-se espécie de mascote para os adversários políticos de Lula e nunca se privou de posar para fotos públicas com tucanos como o já denunciado Aécio Neves, João Doria Jr. e José Serra, entre outros.

Desta vez, a justificativa do paranaense foi a de estar sobrecarregado com “as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”. O argumento soa inverossímil diante do fato de o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba estar desde 2015 sem receber outros processos.

Com o Despacho de Exceção Criminal emitido por Moro, a chamada 48ª fase daOperação Lava Jato — que resultou na prisão de seis pessoas em fevereiro deste ano —, deve passar para outra vara criminal de Curitiba, ainda indefinida.

Entenda o caso

O caso que Moro abriu mão trata-se de um esquema de corrupção na concessão de rodovias do Paraná durante o governo Beto Richa (PSDB). As investigações apontam indícios de superfaturamento nas despesas e simulação de contratos para repasse de vantagens indevidas.

A investigação, que começou na Vara Federal de Jacarezinho (PR), chegou às mãos de Moro em 2017, quando disse ter encontrado “pontos de conexões probatórias óbvios” no uso de atividades dos operadores Rodrigo Tacla Duran e Adir Assad – nome recorrente em acusações de desvios em obras públicas envolvendo governos do PSDB em São Paulo.

O fato de o caso ter estado com Moro foi usado por seus defensores como “prova” de que o juiz não protegeria os tucanos das investigações sobre corrupção no âmbito da Lava Jato. A desistência, no entanto, só confirma que falta “tempo” a Moro para finalmente julgar os tucanos.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do Consultor Jurídico

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