Trabalhadores rurais em luta por terras, Reforma Agrária e «Lula Livre»

Lembrando que mais de 150 mil famílias continuam acampadas à espera de terra, o MST está a realizar uma série de ocupações e mobilizações em vários pontos do território brasileiro.

No âmbito das acções de luta promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde o passado dia 20, milhares de trabalhadores e famílias sem terra ocuparam, esta segunda-feira, as sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) nas cidades de João Pessoa (Paraíba) e Fortaleza (Ceará).

Tanto na capital do estado da Paraíba como na capital do estado do Ceará, os trabalhadores realizaram «marchas massivas pelas principais vias», «recebendo a solidariedade e o interesse da sociedade a todo tempo», segundo refere o MST no seu portal.

Em Fortaleza, a marcha, organizada conjuntamente pelo MST, Frente Brasil Popular, Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Central Única dos Trabalhadores e Movimento dos Atingidos das Barragens, constituiu um protesto dos trabalhadores rurais organizados no MST contra as medidas do governo golpista de Temer – entre as quais se contam o desmantelamento do programa de comercialização de produtos, a falta de crédito e de assistência técnica à produção, e a lei dos agrotóxicos, indica o Brasil de Fato.

De acordo com o MST, mais de mil famílias percorreram as ruas da cidade, concentrando-se depois «em frente ao prédio da Justiça Federal para denunciar o estado de excepção inaugurado com o golpe de 2016 e sustentado pela justiça e pelos media».

Ocupações de fazendas improdutivas

Hoje, 25 de Julho, assinala-se no Brasil o Dia do Trabalhador Rural e, neste contexto, o MST tem estado a levar a cabo uma série de ocupações, para lembrar que «mais de 150 mil famílias ainda [estão] acampadas à espera de terra», «exigir terras, políticas de Reforma Agrária e a liberdade de Lula, como parte do restabelecimento necessário da democracia».

«Estamos em luta em defesa da aquisição de terras para assentar as mais de 150 mil famílias hoje acampadas debaixo da lona preta», disse Antônio Pereira, da direcção nacional do MST.

«Além da defesa da Reforma Agrária, com políticas de desenvolvimento para as famílias assentadas, entendemos que só com a volta da democracia as nossas reivindicações podem ser conquistadas. Por isso dizemos: não tem eleição limpa sem Lula candidato. Exigimos a sua liberdade!», frisou, citado pelo MST.

No dia 20, trabalhadores sem terra do estado do Rio Grande do Norte ocuparam a fazenda Cruzeiro, que integra «um complexo com mais de nove mil hectares de propriedade do senador golpista Agripino Maia».

Cerca de 200 famílias ocuparam, no dia 22, a fazenda Santa Lydia, em Ribeirão Preto (estado de São Paulo), na medida em que, revela o MST, a Sociedade Agrícola Santa Lydia possui dezenas de processos por dívidas que ultrapassam 100 milhões de reais ao erário público.

Na madrugada de dia 24, 150 famílias reocuparam fazendas que pertencem «à família dos golpistas senador Zé Maranhão» e «deputado federal Benjamin Maranhão». O MST afirma que as fazendas Volta e Carnaúba, localizadas no município de Tacima, no estado da Paraíba, «não cumprem sua função social» e reivindica os três mil hectares de terra improdutivos.

abrilabril

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