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Médicos querem primeiro-ministro a intervir nas negociações com o ministro da Saúde

PORTUGAL.- Os sindicatos denunciam as más práticas da «mesa negocial» promovida pelo Ministério da Saúde e apelam a António Costa para que participe directamente na mesma, sob o risco de um perigoso impasse.

Os problemas de que se têm rodeado as negociações com o Ministério da Saúde, as quais se «têm vindo a arrastar por responsabilidade do governo», segundo os sindicatos médicos levaram estes a apelar à intervenção do primeiro-ministro para que as mesmas sejam «prontamente retomadas» e venham a decorrer na «forma adequada e na presença de todos os necessários interlocutores».

Em carta enviada na sexta-feira a António Costa, da qual foi dado conhecimento ao Presidente da República, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) acusam o Governo de «continuar a destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na senda dos governos anteriores» – reporta a LUSA.

A «total indisponibilidade revelada pelo ministro encarregue da pasta da Saúde em negociar com os sindicatos médicos os problemas desta classe profissional, problemas esses, por extensão, também da essência do SNS», cita a LUSA, esteve na origem das últimas greves médicas de carácter nacional.

Os sindicatos denunciam que «a “mesa de contratação colectiva” estabelecida entre o Ministério da Saúde e os sindicatos médicos» funciona em condições deficientes, com más práticas que apontam: «não existem actas do trabalho efectuado em cada sessão»; os representantes do ministério da Saúde não formulam «contrapropostas escritas, face às propostas sindicais escritas de modificação clausular dos instrumentos de regulamentação colectiva do trabalho em discussão»; e «não se conta nunca com a presença dos titulares das pastas da área das Finanças e da Administração Pública» – que têm autoridade no processo.

Um dirigente sindical do SIM declarou à Lusa que a atitude de intransigência negocial do Ministério da Saúde faz com que não reste aos médicos outra solução que não seja a de «endurecer as formas de luta», apesar da vontade destes de «encontrar soluções e não perpetuar os problemas», apelando ao primeiro-ministro para não ignorar a situação e intervir em conformidade, acrescentando que António Costa «não se pode refugiar no desconhecimento da matéria».

abrilabril

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