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Greve dos enfermeiros mantém forte adesão

PORTUGAL.- Os enfermeiros estão a manter uma «adesão muito expressiva» no segundo dia da greve nacional, indo dos 80% até 100% pelo País. Exigem uma nova proposta do Governo e a admissão de mais pessoal.

Pela manhã, numa concentração em frente ao Hospital S. João, no Porto, José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), afirmou que a adesão à greve se mantém «muito expressiva», chegando aos 82% naquele hospital, até casos, como nos hospitais do Montijo e Outão, que chegavam aos 100%.

O presidente do SEP afirmou que tal adesão evidencia o descontentamento dos profissionais com a postura do Governo, pois «os salários dos enfermeiros são baixos» e, portanto, «cada dia de greve que fazem implica perder um dia de salário, o que é um enorme esforço» no final. Este acrescentou ainda que cabe agora ao Governo apresentar uma nova proposta, na reunião de amanhã, e assim não desperdiçar a oportunidade de acabar com o conflito.

Depois de a greve de ontem ter apenas abrangido os blocos operatórios e cirurgia de ambulatório, com os serviços mínimos a funcionar para os casos urgentes, a paralisação dos enfermeiros afecta hoje todos os serviços públicos.

Os dois dias de greve desta semana, a que se juntam mais quatro dias de protestos na próxima, fazem parte de um novo modelo de greves faseadas que vão variar de local e de instituição conforme o dia. Os sindicatos procuram assim, em conjunto com os serviços mínimos, minimizar os transtornos aos utentes no acesso aos cuidados de saúde.

Em causa nesta greve está a ausência de uma nova proposta do Governo para as negociações da carreira de enfermagem, que deviam ter terminado em Junho e cuja resolução, afirmam os sindicatos, pôe fim a várias injustiças que afectam os enfermeiros e, como consequência, se reflectirá em melhorias na prestação de cuidados aos utentes.

Além dos compromissos assumidos pelo Governo, em Março, os profissionais continuam a exigir a contratação de mais enfermeiros para colmatar a crónica falta de pessoal no Serviço Nacional de Saúde e que se reflecte no número de camas encerradas e serviços a funcionar «a meio gás» por não haver profissionais suficientes.

As paralisações foram convocadas pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM) e o SEP.

Os restantes dias de protesto decorrem a 16, 17, 18 e 19 de Outubro, variando por sectores, sendo que o último dia consiste numa manifestação nacional em Lisboa, até ao Ministério da Saúde, para exigir do Governo o cumprimento dos compromissos assumidos.

abrilabril

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