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Haddad: “As pessoas estão muito mobilizadas em todo o Brasil”

O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, participou nesta sexta-feira (26) de sabatina promovida pela TVE Bahia, retransmitida por inúmeros veículos e redes sociais, do Brasil e do exterior. Ele foi entrevistado pelos jornalistas Bob Fernandes, da TV Gazeta, Juca Kfouri, da TVT, Regiane Oliveira, do El País Brasil, e Tereza Cruvinel, do Jornal do Brasil.

Haddad afirmou acreditar que a imensa mobilização contra seu adversário está indicando que a virada está cada vez mais próxima às vésperas da eleição. “Ele (Bolsonaro) disse que já está com a faixa presidencial na mão, mas ontem entrou em desespero porque viu a nossa reação, e viu que a virada está na rua. As pessoas estão muito mobilizadas em todo o Brasil.”

Ele citou Recife e João Pessoa, capitais em que manifestações nos últimos dias levou mais de 50 mil pessoas em cada uma delas.“Em Salvador, estive com mais de cem mil pessoas gritando que a virada chegou.” Ele lembrou também que já virou na cidade de São Paulo.

Haddad começou o programa alertando ouvintes e telespectadores de que a Rede Globo, que patrocinaria o debate nacional nesta sexta-feira (26), se recusou a convidá-lo para ser entrevistado na emissora, sob a justificativa de que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), não participaria. O petista informou que, na quinta (25), a mesma emissora fez um debate no Distrito Federal com a participação apenas de Rodrigo Rollemberg (PSB), uma vez que seu adversário pelo governo do DF, Ibaneis Rocha, desistiu.

“Pedimos o mesmo tratamento. Hoje estaríamos na Rede Globo no debate que se realiza desde a redemocratização do país em 1989. Isso não aconteceu porque meu adversário se acovarda, prefere fazer um diálogo de baixo nível pelas redes sociais e fugiu de um embate frente a frente”, disse o petista. “Trata-se de um miliciano que não tem coragem de enfrentar o debate. O mundo inteiro sabe disso.”

Segundo Haddad, a “grande imprensa sonega as informações da vida pregressa de Bolsonaro”. “Ele tem pelo menos 100 frases que o inabilitam para a vida pública. Dizia que o erro da ditadura foi não ter matado 30 mil pessoas. Disse que uma das pessoas que deveriam ter sido mortas é Fernando Henrique Cardoso. É uma pessoa doentia e está sendo adocicado pela grande imprensa e pelo mercado financeiro, que têm interesses.”

Segundo ele, Bolsonaro é um “fantoche” e não tem “a menor condição de presidir a República”. “Em seus 28 anos de vida parlamentar, não fez absolutamente nada de relevante para o país.”

Haddad lembrou atitudes que demonstram o caráter de seu adversário, que já foi filmado batendo continência para a bandeira dos Estados Unidos. “Não bato continência para a bandeira americana, não enalteço e não bato continência pra torturador, sou contra a cultura do estupro, sou contra a ditadura e não vou ficar delegando a outros as responsabilidades das decisões que eu tomar, como ele faz, alegando não entender nada desses assuntos (como economia e educação)”.

O candidato abordou o marketing que vende o adversário como representante da mudança. “Bolsonaro não é a mudança. É a continuidade do governo Temer para pior. Está em negociação com o DEM.” Segundo ele, Paulo Guedes, economista do candidato do PSL, está em contato com a equipe de Temer para manter a metade da atual equipe econômica.

Ameaça à democracia

O ex-prefeito paulistano ilustrou a ameaça que representa a candidatura de Jair Bolsonaro à democracia ilustrando com os episódios envolvendo as universidades públicas, que “estão sendo ameaçadas por se manifestarem pela democracia e contra o fascismo”. “A ameaça à autonomia universitária é gravíssima.”

Haddad foi perguntado sobre sua posição a respeito de o general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, ter participado da entrevista coletiva ao lado da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, no último domingo (21). “Quando um membro do Exército tem que estar presente ao lado da presidente do TSE, sinto o temor de que as instituições republicanas sofram tutela do poder militar, o que é inconstitucional. O poder militar é subordinado ao poder civil”, respondeu.

Falou também sobre os apoios que recebeu no segundo turno, como o do ex-presidente do PSDB, Alberto Goldman, do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) e de Marina Silva, entre outros, assim como os tucanos que têm Mario Covas como referência. “Espero um gesto do Ciro, porque já fiz vários a ele”, afirmou.

RBA

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