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Milhares contra a fome e os tarifazos: «nos bairros não se aguenta mais»

Segundo as organizações promotoras, 200 mil pessoas participaram em Buenos Aires e um milhão em toda a Argentina na jornada de luta contra a «fome e os tarifazos», exigindo «pão, casa e trabalho».

«A fome voltou aos bairros. É a pior crise desde 2001», disse Daniel Menéndez, da organização Bairros de Pé, na maior de todas as manifestações que esta quarta-feira tiveram lugar por toda a Argentina.

Em Buenos Aires, onde muitos milhares de manifestantes se concentraram em frente ao Ministério do Desenvolvimento Social, exigiu-se uma resposta imediata do governo para a gravidade do «problema alimentar». Dina Sánchez, da Frente Darío Santillán, sublinhou que «nos bairros a situação não se aguenta mais».

Também no final da marcha que terminou nas imediações do ministério dirigido por Carolina Stanley, o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular (CTEP), Esteban Castro, dirigiu duras críticas às políticas de austeridade implementadas pelo governo de Mauricio Macri, que no final do ano passado pediu um empréstimo de quase 57 mil milhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional.

«Há factos dramáticos, difíceis de contar. Milhares de pequenas e médias empresas estão a fechar […]. Se, para a classe média, os preços se tornaram impossíveis de pagar, imaginem o que passa com os [habitantes] dos bairros das periferias… A única saída que temos é fazer puxadas de luz e isso coloca-nos numa posição de marginalidade», denunciou Esteban Castro, em alusão à situação de pobreza que se vive nos bairros e às subidas constantes de preços de produtos e serviços essenciais no país, indica o periódico Página 12.

«Leis a favor do povo», com carácter urgente

Convocada por organizações como CTEP, Corrente Classista e Combativa (CCC), Bairros de Pé, Frente Popular Darío Santillán e Frente de Organizações em Luta (FOL), a jornada nacional de luta – que contou com o apoio de diversos sindicatos – teve como objectivo dizer «basta» aos aumentos dos alimentos e dos preços dos serviços, e reclamar ao governo argentino um pacote de medidas urgentes para fazer frente às políticas da austeridade, cujas consequências são sentidas de forma mais aguda pelas camadas mais desfavorecidas da população.

«Contra a fome e o aumento dos preços», os manifestantes exigiram «a aprovação de leis a favor do povo» e, entre outras medidas de carácter urgente, o reforço no envio de alimentos para os refeitórios sociais nos bairros, a aprovação – há muito pendente – da lei de emergência alimentar, o aumento de 54% no salário social complementar, a marcha atrás na política de «tarifazos».

Em Buenos Aires, também se fizeram ouvir vários dirigentes sindicais, como o secretário-geral da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE), Hugo Godoy, que adiantou este a luta irá continuar nas paralisações e mobilizações convocadas para dia 26 deste mês, refere a Prensa Latina.

Um outro dirigente sindical, Juan Carlos Schmid, ressaltou o facto de «antes os protestos começarem em Março [último mês do Verão austral], mas, agora, ainda é Fevereiro e já estamos nas ruas para tornar visível o que está a acontecer no país».

Por seu lado, o secretário-geral do Sindicato Unificado dos Trabalhadores da Educação da província de Buenos Aires, Roberto Baradel, declarou: «Acompanhamos a jornada nacional de luta dos movimentos populares porque a sua causa é a nossa causa: os trabalhadores merecem viver dignamente.»

abrilabril

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