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Bolsonaro exalta ditador paraguaio responsável por 3 mil mortes

Em evento em Itaipu, Jair elogiou Alfredo Stroessner que acolheu o açougueiro de Riga e Josef Mengele; Bolsonaro se irritou com pergunta sobre laranjal do PSL

Foram 150 mil presos políticos, 3 mil mortos e a concessão de refúgio a nazistas. Esse é o histórico do ditador paraguaio Alfredo Stroessner, que Jair Bolsonaro (PSL) exaltou e chamou de “estadista” durante evento na hidrelétrica de Itaipu, onde esteve nesta terça-feira (26). Provando mais uma vez sua face antidemocrática e antipovo.

No encontro com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, Bolsonaro também fez questão de elogiar os ditadores brasileiros Marechal Castello Branco – que disse ter sido eleito em 1964 –, Artur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista de Oliveira Figueiredo. Segundo o Brasil de Fato, o presidente paraguaio apenas observoua lambança em forma de discurso, o que não é para menos.

Massacre de trabalhadores

Stroessner participou da guerra civil de 1947 no país. O conflito é considerado um massacre da classe trabalhadora do Paraguai. Mais tarde, em 1954, ele chegou ao poder após dar um golpe de Estado. Stroessner suprimiu garantias constitucionais e deu início a um período de repressão contra opositores e controle de partidos políticos. O ditador reprime, inclusive, correntes opositoras dentro do seu próprio partido, o Colorado, que governou o Paraguai ininterruptamente de 1887 até 2008.  Ao longo de sua ditadura, Stroessner acolheu os nazistas  Eduard Roschmann, conhecido como o açougueiro de Riga, responsável pela morte de 30 mil judeus na Letônia, e o médico Josef Mengele.

Segundo relatório da Comissão de Verdade e Justiça do Paraguai, houve ainda 59 execuções extrajudiciais, 336 desaparecidos, 18.772 torturados e 3.470 exilados. Os Arquivos do Terror, descobertos em 1992, mostraram que Stroessner colaborou com as ditaduras do continente e participou da Operação Condor, um acordo militar articulado pelos Estados Unidos levado adiante por Brasil, Chile, Equador, Bolívia e Uruguai, que visava perseguir opositores às ditaduras.

A principal herança que o ditador deixou para o Paraguaio foi a disputa com Brasil pela mais alta taxa de desigualdade de distribuição de terra.

Curiosamente, Jair gosta de chamar o presidente Nicolás Maduro, eleito democraticamente pelo voto popular, de ditador. Bolsonaro mostra que sua régua, ideológica, só é usada quando se trata de mandatários que não se curvam aos interesses do capital e dos EUA, como no caso da Venezuela.

Ainda durante o evento em Itaipu, Bolsonaro se irritou com uma pergunta sobre o esquema de candidaturas laranja em seu partido, o PSL, de acordo com o Globo. Antes mesmo que uma repórter concluísse a questão, Jair a interrompeu e determinou que nova pergunta fosse feita. A entrevista que contava com a presença de jornalistas paraguaios foi encerrada com menos de sete minutos de duração.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do Brasil de Fato e O Globo

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