Mulheres fazem ato contra reforma da Previdência de Bolsonaro nesta sexta

Se a proposta de Jair for aprovada, as trabalhadoras brasileiras serão as mais prejudicadas. Manifestações ocorrerão por todo o país.

O Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdênciaocorrerá na próxima sexta-feira (22) e as mulheresestão se mobilizando em diversos cantos do país para irem às ruas lutar contra a proposta da reforma de Jair Bolsonaro (PSL).

As mulheres são as mais prejudicadas pela proposta de Bolsonaro. São elas que sofrem mais perdas de direitos por causa do cálculo de idade com o tempo de contribuição, que ignora completamente suas jornadas duplas e triplas. A reforma prevê que a idade mínima, no caso de trabalhadoras urbanas, suba de 60 para 62 anos, e para as trabalhadoras rurais de 55 para 60 anos. Além disso, o texto estabelece o tempo mínimo de 20 anos, mas para receber a aposentadoria integral é necessário contribuir por 40.

A Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Batista, explica que “a reforma da Previdência é um dos maiores crimes lesa-pátria, leia-se um achaque a mando dos bancos para retirar mais o sangue da classe trabalhadora”.

Reforma cruel com professoras

No caso das docentes, a proposta de Bolsonaro é nefasta. Na regra atual, tanto professoras quanto professores possuem condições especiais de aposentadoria por conta do desgaste causado pela profissão: não existe uma idade mínima para se aposentar e o tempo de contribuição é menor do que as regras gerais da aposentadoria, sendo de 25 anos para mulheres. O texto de Bolsonaro estabelece idade mínima de 60 anos e tempo de contribuição de 30.

Para Junéia, a reforma da previdência além de ser cruel para as mulheres, irá, somada a reforma trabalhista, colocar o Brasil entre os mais pobres do mundo. “Desde sempre as mulheres têm duplas e triplas jornadas, a nós cabe toda a economia do cuidado, do trabalho reprodutivo e ainda temos que competir no mercado de trabalho pau a pau com os homens”.

A secretária convida todas as mulheres a irem às ruas no dia 22 de março para reagir contra essa reforma absurda. “Com a reforma ninguém se aposentará com dignidade, principalmente as mulheres, isso lembrando que as mulheres negras perderão mais ainda. Reaja agora ou morra trabalhando!”.

Mobilização sindical

A mobilização está sendo organizada pela CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, intersindical Luta e Organização, CSP-Conlutas, Intersindical-Central da Classe Trabalhadora, CGTB e NCST, e é uma preparação para a greve geral.

Além da mobilização da classe trabalhadora no Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, outras ações estão sendo realizadas contra a reforma. As centrais sindicais estão em Brasília, nesta semana, para dialogar com parlamentares sobre as atrocidades da proposta de Bolsonaro.

Confira os locais onde acontecerão os atos no dia 22
São Paulo:
Capital: ato às 17h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista

Rio Grande do Sul:
Porto Alegre: ato às 18h, na Esquina Democrática

Mato Grosso do Sul:
Campo Grande: paralisação com ato público às 9h na Praça do Rádio Clube. Em todo o estado a FETEMS realizou assembleias com os trabalhadores, que aprovaram greve geral no dia 22.

Ceará:
Fortaleza: ato às 8h na Praça da Imprensa (bairro Dionizio Torres)

Santa Catarina:
Florianópolis:
Panfletagem das 7h às 9h;
Seminário sobre a reforma da Previdência, às 10h;
Ato em defesa da Previdência, às 17h, no Ticen.

Acre:
Rio branco: ato e panfletagem às 8h, em frente à sede do governo do estado (Palácio Rio Branco)

Da Redação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT com informações da CUT

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