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Deputados e senadores lançam Frente em Defesa da Previdência Social

Com a adesão inicial de 90 deputados federais, 30 senadores e mais de 100 entidades presentes, foi lançada nesta quarta (20), no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. O colegiado terá uma coordenação composta por dez parlamentares, cinco de cada Casa.

A ideia é apoiar um amplo processo de mobilização no país para denunciar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 da reforma da previdência enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso. Caso seja aprovada, na análise dos membros da Frente, o projeto na prática acaba com previdência pública brasileira e favorece o sistema financeiro.

“Esse governo tem que entender que a previdência brasileira não é do sistema financeiro, é do povo brasileiro”, disse na abertura do evento o senador Paulo Paim (PT-RS), que coordenou os trabalhos.

Ele ainda desafiou os governistas a mostrarem, como fez no Senado, quais os privilégios que estão sendo atacados na reforma. “Não mostraram. Eles atacam mesmo é o interesse mais sagrado quando a gente envelhece, que é o direito de se aposentar”, criticou.

Disse também que num evento semelhante no passado, quando o Governo Temer enviou uma PEC no mesmo sentido, mandou-se um recado: “Não passará! E essa reforma também não passará porque é contra o povo brasileiro”, discursou sob aplausos dos presentes.

Movimento cívico

Líder da Minoria na Câmara dos Deputados, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), defendeu “um grande movimento cívico” a exemplo das Diretas Já em defesa do estado de proteção social e da previdência pública.

Feghali propôs envolvimento de entidades como a CNBB, OAB e os evangélicos. “Os cristões precisam se preocupar com os pobres”, afirmou.

Segundo ela, é necessário também descontruir o discurso do privilégio. Explicou que do anunciado R$ 1 trilhão em economia, que vão tirar do contribuinte para mandar para os bancos, R$ 800 bilhões, ou seja 80%, sairão das pessoas que ganham até dois salários mínimos.

“Nós precisamos desmentir. Vamos precisa de todo mundo, fazer uma grande campanha de comunicação, precisamos chegar aos rincões desse país. Criar um grande movimento cívico para dizer por senhor Bolsonaro que ele não foi eleito falando da reforma da previdência. Esse é um estelionato eleitoral e ele será derrotado pelo povo brasileiro”, disse a deputada.

O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), disse que sem mobilização não haverá vitória contra a PEC. “Nós precisamos levar para todos os brasileiros que isso é o fim da previdência pública brasileira”, alertou.

Coordenadora da Frente, a Professora Marcivania (PCdoB-AP), diz que não basta apenas somente a ação do movimento popular e sindical. “É necessário um grande movimento junto à população brasileira”, defendeu.

“Não é possível que uma emenda tão cruel e injusta passe na Casa dos representantes do povo brasileiro”, disse a deputada.

O líder do PCdoB na Câmara dos Deputado, Daniel Almeida (BA), afirmou que a nova previdência anunciada pelo governo é a “previdência dos banqueiros contra os pobres”. “A privatização é escancarada e desavergonhada (…) Nós vamos caminhar juntos. O PCdoB está fechado na luta com vocês. A reforma não passará”, discursou.

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) diz que o povo brasileiro foi enganado com fake news e controle de dados nas últimas eleições.

Alice defendeu o atual modelo: “A previdência é a forma mais eficaz de distribuição de renda. Nós sabemos que há municípios onde a circulação de recursos dos aposentados representa mais dinheiro do que o Fundo de Participação dos Municípios”.

Segundo ela, a PEC é a pior proposta de reforma que chegou na Câmara dos Deputados. “A capitalização e a desconstitucionalização é o fim da previdência pública”, disse.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), explicou que a reforma presenta uma mudança radical no modelo de proteção social que existe no Brasil causando danos para as pessoas e regiões mais pobres. “Nós estamos alerta para junto com vocês impingirmos uma grande derrota no governo Bolsonaro”, afirmou

Greve Geral

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, conclamou os presentes a “unir os exércitos” para o dia 22 (sexta) quando as centrais lideram manifestações em todo o país contra a PEC da reforma da Previdência.

“Rumo a construção de uma greve geral, em defesa do Brasil. A unidade passa a ser uma questão estratégica e penso que esse é o caminho. Vamos à luta!”, discursou o sindicalista.

A secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Graça Costa, disse que, após a manifestação dos governadores do Nordeste contra a PEC, será muito difícil esse governo conseguir voto suficiente para aprovar seu projeto. “Estou muito esperançosa. E até o dia 22 construindo a nossa greve geral”, afirmou.

Os coordenadores eleitos da Frente Parlamentar são os senadores Paulo Paim, Elisiane Gama (PPS-MA), Jorge Kajuru (PSB-GO), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Weverton Rocha (PDT-MA); e os deputados André Figueiredo, Bira do Pindaré (PSB-MA), Bohn Gass (PT-RS), Professora marcivania e Rodrigo Coelho (PSB-SC).

Por Iram Alfaia

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