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Professores diversificam acções de luta com «comícios de indignação»

PORTUGAL.- As dez estruturas da frente sindical dos professores decidiram, esta quarta-feira, manter a contestação nas ruas ao longo da campanha eleitoral com várias acções de luta nas principais cidades do País.

Numa conferência de imprensa, realizada ontem ao fim do dia, em Lisboa, as dez estruturas que compõem a frente sindical, entre as quais a Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN) e a Federação Nacional da Educação (FNE/UGT), anunciaram aqueles que serão os próximos passos no «prosseguimento da luta».

Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof e porta-voz da frente, realçou que a contagem de todo o tempo de serviço congelado «é um processo de luta, não é um momento», estando as estruturas sindicais «confiantes» que irão atingir o objectivo na fase de luta que agora se inicia.

Em comunicado, os professores afirmam que, neste ano lectivo, ficou decidido de que não vai haver greve no período de avaliações, tendo em conta «a falta de interlocutor para a negociação», pois «o Governo está em vias de concluir o mandato», e deixando claro que «não fazem a luta pela luta», mas com o objectivo de «obter resultados concretos que são justos».

Sublinhando que o contexto em que se desenvolve a luta dos professores alterou-se com os acontecimentos recentes na Assembleia da República, as dez organizações sindicais salientam também que «a continuação da luta que, como sempre foi reconhecido, se prevê prolongada, aconselha, no imediato, a não desgastar os professores com acções que se arrastem no tempo».

Em vez disso, a frente sindical sublinha que vai optar por acções com visibilidade nas ruas no decorrer na campanha para o Parlamento Europeu, com cinco «Comícios da Indignação» nas principais cidades. O primeiro será no Porto, a 20 de Maio, no dia a seguir em Faro, Lisboa a 22, Évora a 23 e o último no dia 24, em Coimbra.

Além disso, os professores prometem «marcar presença em iniciativas, de natureza diversa, que tenham visibilidade mediática, para que os decisores políticos não esqueçam as reivindicações dos professores e, até Outubro, assumam compromissos credíveis que lhes respondam favoravelmente».

Outros passos anunciados passarão por diversas acções judiciais, entre as quais junto do Tribunal Constitucional, no sentido de ser declarado ilegal que «no continente não seja contabilizado todo o tempo de serviço que esteve congelado, de forma inversa e correcta do que acontece nas regiões autónomas».

Entre outras medidas, a frente sindical compromete-se também a divulgar junto de todos os professores «uma minuta de reclamação e protesto, a entregar na escola ou instância adequada, no momento em que tiverem de optar entre uma das soluções que o Governo forjou para apagar o tempo de serviço».

abrilabril

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