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Secretário de defesa norte-americano opõe-se a envio do exército contra manifestantes

Após Trump manifestar a intenção de decretar o estado de insurreição para justificar o envio de tropas para conter os protestos pela morte de George Floyd às mãos da polícia, Mark Esper (secretário da defesa dos EUA) veio publicamente manifestar a sua oposição, juntamente com outros generais aposentados.

No dia em que Trump ameaçou com a Lei da Insurreição, o secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper, deu a entender o seu acordo com esta decisão: “quanto mais cedo se dominar o espaço de batalha, mais rapidamente isto se dissipa e podemos voltar ao normal certo”.

Contudo, dois dias depois, afirmou de forma clara e inequívoca a sua oposição ao envio de soldados no ativo ou dos reservistas da Guarda Nacional para enfrentar os manifestantes. “Não apoio a invocação da Lei da Insurreição”, disse Mark Esper, citado pelo Expresso(link is external), acrescentando que esta lei “só deve ser usada em último recurso e apenas nas situações mais urgentes» e que, «neste momento, não estamos nessa situação”.

Em resposta, o porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany sugere que o lugar do secretário da Defesa pode estar em risco, ao afirmar que “até ao momento o Secretário Esper é ainda o Secretário Esper” e que o presidente é a única autoridade que pode invocar a Lei da Insurreição.

Esta não é a única voz crítica à proposta de Trump. O general James Mattis, que renúnciou ao cargo de secretário da Defesa em 2018 por divergências com o presidente, e que se tem mantido em silêncio desde lá, horas depois comentou que “Donald Trump é o primeiro Presidente no meu tempo de vida que não tenta unir o povo americano – nem mesmo finge que tenta. Em vez disso, ele tenta dividir-nos.

«Estamos a testemunhar as consequências de três anos deste esforço deliberado. Estamos a testemunhar as consequências de três anos sem uma liderança madura”, reforçou o general aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

O mesmo general lembrou ainda as instruções enviadas às tropas americanas antes dos desembarques na Normandia em 1944. “O slogan nazi para nos destruir era ‘dividir e conquistar’. A nossa resposta foi ‘a união faz a força’. Temos de convocar essa unidade para superarmos esta crise”, exortou. Estas críticas à ação de Trump(link is external) são consideradas as mais contundentes algumas vez feitas a um presidente em exercício por um ex-chefe do Pentágono.

John Allen, ex-comandante das forças americanas no Afeganistão,  também atacou a ameaça de Trump. “Não bastava que manifestantes pacíficos tivessem sido privados dos seus direitos da primeira emenda. Esta oportunidade de foto procurou legitimar esse abuso com uma camada de religião”, cita o Expresso a partir de um artigo publicado na revista Foreign Policy. John Allen critica assim a decisão da Casa Branca de usar as forças de segurança para afastar manifestantes no Lafayette Park, em Washington DC, de modo a poder posar para a imprensa em frente à Igreja Episcopal de São João (que ardeu durante os protestos), de Bíblia na mão.

esquerda.net

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