Governo brasileiro apresenta números contraditórios de casos e mortes por covid-19

Depois da alteração do formato de divulgação dos dados relativos à pandemia da covid-19, Ministério da Saúde e site oficial do Governo brasileiro apresentam dados diferentes relativamente ao número de mortes e de infetados. Tribunal ordenou regresso ao método anterior.

Enquanto o Ministério da Saúde anunciou 1.382 mortes pela covid-19 no passado domingo, o site oficial do Governo brasileiro admitia apenas 525 mortes no mesmo período de tempo, significando assim uma diferença de 857 mortes. Assim, o número total de óbitos seria de 37.312 segundo os dados do Ministério da Saúde e de 36.500 segundo o site do Governo.

Também existem informações dispares no que respeita ao número de infetados. Tendo em conta os dados de domingo, para o Ministério da Saúde o Brasil totaliza 685.427 casos, enquanto que no site do Governo brasileiro os casos novos de domingo totalizavam 691.758.

Mais tarde o Ministério da Saúde viria a admitir o erro pela duplicação do número de mortos em alguns distritos, salientando que apenas o Distrito Federal e Mato Grosso do Sul não viram alterados os dados previamente disponibilizados. A grande disparidade dos dados de domingo verificou-se em Roraima, porque ao invés dos 762 óbitos anunciados os dados atualizados referem 142.

Para além do Ministério da Saúde e do site do Governo, também o Conselho Nacional de Secretarias Estaduais da Saúde (Conass) divulga os dados do boletim diário da covid-19 no país. Nesta segunda-feira o Brasil chegou aos 707.412 infetados tendo mais 679 mortes e 15.564 novos casos do que na véspera, segundo dados do Conselho citado pela Agência Brasil(link is external).

Após toda a confusão sobre a divulgação dos dados, esta segunda-feira o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ordenou que fosse o Ministério da Saúde a divulgar os dados agregados relativos à pandemia, ao contrário do que o Governo sugeria.

Segundo o portal de notícias G1, o juiz Alexandre de Morais determinou “ao ministro da Saúde que mantenha, na sua integralidade, a divulgação diária dos dados epidemiológicos relativos à pandemia (covid-19), inclusive no sítio do Ministério da Saúde e com os números acumulados de ocorrências, exatamente conforme realizado até ao último dia 4 de junho”.

Este domingo, a par do que tem sido hábito, houve protestos nas ruas contra e a favor de Jair Bolsonaro, mesmo apesar de o país latino americano ser o segundo do mundo com mais infeções pela covid-19, só superado pelos EUA.

Para além de chamar drogados e terroristas a quem se manifesta contra ele, Bolsonaro também considera que os governadores e autarcas são os culpados pelo desemprego devido às medidas de confinamento que aplicam, negando quaisquer responsabilidades do Governo brasileiro neste crescimento.

esquerda.net

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