Aliados de Bolsonaro alvo de buscas da Polícia Federal

Em causa está o financiamento das manifestações contra a democracia. Na segunda-feira Sara Winter, líder do movimento de extrema-direita que mantinha em Brasília um acampamento armado em defesa de Bolsonaro, foi detida acusada de formação de milícia.

Esta terça-feira, a Polícia Federal brasileira cumpriu 26 mandatos de busca e apreensão emitidos contra 21 pessoas pelo Supremo Tribunal Federal. Estão em investigação as manifestações anti-democracia e alguns dos investigados são aliados do presidente Bolsonaro e membros do seu partido.

Está em investigação o financiamento de manifestações pró-Bolsonaro e mesmo a sua legalidade, uma vez que ameaçavam o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e apelava-se aos militares para tomarem o poder.

Os nomes dos investigados são desconhecidos em Portugal mas não deixam de ser importantes. Luís Belmonte é empresário e é um dos principais financiadores do Aliança pelo Brasil, o partido que Bolsonaro anunciou que ia criar. Sérgio Lima, publicitário que também esteve na origem do mesmo partido e que está por detrás do seu logotipo, portal de internet e aplicativo de recolha de assinaturas para a legalização do partido, é outro dos visados. Otavio Fakhoury ganha a vida no setor imobiliário, também faz parte do grupo fundador do Aliança e está acusado no inquérito sobre a máquina de produção de notícias falsas do bolsonarismo.

Daniel Silveira, deputado que pertence ao PSL, partido pelo qual Bolsonaro concorreu, também se conta entre os investigados. É conhecido por junto com o seu colega Rodrigo Amorim ter partido uma placa de homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro.

Membros de blogues e canais de Youtube pró-bolsonaro como Allan dos Santos, Alberto Silva, Marcelo Frazão, Ernani Fernandes Barbosa Neto, Thais Raposo do Amaral Pinto Chaves, Valter Cesar Silva Oliveira, Roberto Boni e Ravox Brasil, também são alvo da operação.

Na passada segunda-feira, tinha sido a vez dos organizadores do acampamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília serem detidos pela Polícia Federal. Sara Giromini “Winter”, uma das líderes do movimento de extrema-direita “300 do Brasil” foi uma das acusadas então. No local foram descobertas armas, o que Sara Giromino confirmou, alegando “que servem para a proteção dos próprios membros do acampamento e nada têm a ver com nossa militância”. O Ministério Público considera o grupo de apoiantes de Bolsonaro uma milícia armada. São os próprios que, pela voz de Winter, se classificaram perante Bolsonaro como “soldados à sua disposição.”

esquerda.net

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