OMS: mundo está em “fase muito perigosa”

Só na passada quinta-feira foram comunicados à OMS mais 150.000 novos casos, o maior valor num só dia, anunciou o diretor-geral da OMS, alertando que a covid-19 está a acelerar no mundo. O Brasil já ultrapassou o milhão de infetados e 50.000 mortos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou em conferência de imprensa, na sede da organização em Genebra na passada sexta-feira 19 de agosto, que a pandemia está a acelerar.

“O mundo está numa nova fase muito perigosa. Muitas pessoas estão muito cansadas de ficar em casa, os países querem reabrir as suas sociedades e economias, mas o vírus continua a ser transmitido de forma rápida, continua mortal, e as pessoas continuam expostas”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Dos 150.000 novos casos comunicados à OMS na passada quinta-feira, “praticamente dois terços” tiveram origem no continente americano, com muitos casos também no sul da Ásia e no Médio Oriente, referiu o diretor-geral da OMS, que aconselhou as pessoas e os países a manterem a vigilância e os princípios básicos do distanciamento, nomeadamente, usar a máscara quando necessário, lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz em caso de tosse ou espirro e ficando em casa se houver suspeitas de doença.

“Continuamos a pedir a todos países que se centrem nas medidas básicas, encontrar, isolar, testar e tratar os casos. E fazer o rastreamento de todos os contactos”, acrescentou.

A OMS, lembrando que neste sábado se assinalou o Dia Mundial dos Refugiados, manifestou-se “muito preocupada” com o risco da covid-19 se disseminar em campos de refugiados, lembrando que estão mais vulneráveis, uma vez que têm acesso limitado a água, têm problemas de nutrição e os sistemas de saúde locais são mais frágeis.

Ressurgimento de novos focos de infeções não são segunda vaga

Especialistas da OMS disseram entretanto que o surgimento de novos focos de infeções, como aconteceu em Pequim, não significa necessariamente uma segunda vaga da pandemia.

A agência Lusa refere que, em conferência online a partir de Genebra, Mike Ryan, diretor para as emergências em saúde, disse que, os casos verificados em Pequim, na Alemanha, em Singapura ou na Coreia do Sul não são uma segunda vaga, porque não há uma transmissão comunitária generalizada.

“Por vezes há casos esporádicos que ao serem investigados levam a novos focos, em situações de eventos de contágio massivo ligados a concentrações em recintos fechados. Devem vigiar-se para evitar um segundo pico de infeção e voltar a ter de se recorrer a confinamentos”, disse Mike Ryan.

“Deve-se mostrar habilidade e rapidez no uso dos dados destes focos de contágio, tomar medidas de diagnóstico e seguimento dos casos, junto a outras de distanciamento físico, para fazer o máximo possível com um mínimo de interrupção da vida social”, explicou o especialista.

Mike Ryan disse ainda que quando se regista um novo aumento de casos depois de uma estabilização em baixa se deve falar mais de “segundos surtos” do que de segundas vagas. A responsável da OMS pelas novas doenças, Maria Van Kerkhove, acrescentou que “não devemos surpreender-nos com um possível ressurgimento de casos, pois as pessoas ainda continuam em risco de contrair o vírus, e se este tiver oportunidade de regressar vai fazê-lo”. A possibilidade de novos ressurgimentos não está eliminada, podendo vir a verificar-se no outono ou mais tarde.

Brasil: um milhão de infetados e mais de 50.000 mortos

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais atingido pela pandemia, com mais de 2,33 milhões de casos de infeção e quase 122 mil mortos. O Brasil é o segundo país mais atingido, tanto em número de casos, como de mortos.

Em número de casos seguem-se a Rússia (584.680), a Índia (412.788) e o Reino Unido (303.110). Em número de pessoas mortas, o Reino Unido é o terceiro país (42.589), a Itália o quarto (34.610) e a França o quinto (29.633).

O Brasil já tem mais de um milhão de infetados (1.070.139) e mais de 50 mil mortos (50.058). Segundo o Brasil de Fato(link is external), entre quinta e sexta-feira foram reportados 54.771 novos casos.

Para este domingo, 21 de julho, estão marcados protestos simbólicos de profissionais de saúde por todo o Brasil, em crítica à política seguida por Bolsonaro e o seu Governo.

esquerda.net

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