Covid-19 pode cancelar as praxes académicas no próximo ano letivo

As associações académicas de Lisboa, Porto e Coimbra mostram-se reticentes sobre a realização das praxes do próximo ano letivo. Sobre o regresso às aulas, Bernardo Rodrigues, presidente da Associação Académica de Lisboa, prefere que só as aulas práticas sejam presenciais.

Numa entrevista ao Diário de Notícias(link is external), as associações académicas de Lisboa, Porto e Coimbra levantam dúvidas sobre a realização das praxes no próximo ano letivo.

O presidente da Associação Académica de Lisboa, Bernardo Rodrigues, diz que “pode ser ainda precoce estarmos a falar disto, mas se tudo se mantiver mais ou menos como os dias de hoje, garantidamente não será possível ter estas atividades». Em Lisboa, existem 85 mil estudantes e “havendo um caso de infeção no ensino superior, facilmente se propaga para os milhares”, afirma Bernardo. Informa ainda que já mostrou a sua preocupação sobre este assunto numa reunião no Conselho Municipal de Educação.

Marcos Alves Teixeira, presidente da Federação Académica do Porto, frisa que “a FAP não tem nada a ver com qualquer atividade praxística. O que eu espero é que os estudantes da academia do Porto, como têm sido até aqui, sejam responsáveis e solidários com os colegas, conscientes de que fazem parte de uma comunidade muito grande e que não devem fazer nada que ponha em causa essa mesma comunidade». Marcos baseia-se nas medidas implementadas pelas autoridades de saúde, já que “o Governo diz que não são permitidos ajuntamentos de mais de 20 pessoas”.

Daniel Azenha, presidente da Associação Académica de Coimbra, também refere que “qualquer atividade só deve acontecer se houver segurança”, mas “se tivermos de abdicar de uma atividade em prol da segurança, assim deverá ser”.

Opiniões sobre aulas presenciais dividem-se

O início das aulas do próximo ano letivo também está a levantar algumas dúvidas junto das associações académicas.

A Associação Académica de Lisboa considera de extrema importância que as aulas presenciais só se realizem em unidades curriculares práticas, mantendo as teóricas em formato online. Em comunicado, a associação defende que desta forma há «um leque de medidas para salvaguardar a proteção de todos os estudantes do ensino superior, de destacar o início de aulas em regime e-learning para as cadeiras e cursos mais teóricos, permitindo assim uma maior segurança para todos».

Já as associações académicas de Porto e Coimbra preferem que as aulas, tanto práticas como teóricas, sejam realizadas presencialmente.

Daniel Azenha, presidente da Associação Académica de Coimbra, afirma que “há colegas das áreas de humanidades que acabam por ter todas as aulas teóricas” e muitos não têm acesso à internet nem a um computador.

O presidente da Federação Académica do Porto também considera que as aulas presenciais devem ser realizadas “sempre que possível” dando como exemplo o “sistema de rotatividade de turmas”, com objetivo de juntar muitos alunos no mesmo espaço.

esquerda.net

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